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GOVERNADORES DA AMAZÔNIA ENVIAM CARTA AO PAPA

Foto: Gabriella Marino
Vaticano – Ampliar o diálogo com a comunidade internacional sobre a Amazônia e assumir compromissos em defesa da Região, da rica biodiversidade, seus povos e culturas foram o principal objetivo da 1ª Cúpula dos Governadores dos Estados da Pan-Amazônia, um encontro realizado, nesta segunda-feira (28), na sede da Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, no Vaticano, que reuniu autoridades e representantes do poder público de diversos países da Pan-Amazônia, incluindo o Brasil, além de cientistas, sociedade civil e a Igreja Católica.
O encontro, que ocorreu um dia após o Sínodo do Amazônia, foi organizado pela Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, pelo Consórcio de Governadores da Amazônia Brasileira e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (SDSN-Amazônia).
Ao final da cúpula, os governadores da Pan-Amazônia, cientistas e representantes da sociedade civil assinaram uma carta. O documento, endereçado ao papa Francisco, a maior autoridade da Igreja Católica, reúne 14 pontos como o reconhecimento que a Região Amazônica está ameaçada e o pedido de ampliação das metas estabelecidas no Acordo de Paris já em 2020.
Entre as autoridades presentes estavam o governador do Amazonas, Wilson Lima, o cardeal brasileiro Dom Cláudio Hummes, que foi relator do Sínodo da Amazônia e ficou responsável por escrever o documento final com as metas e compromissos deliberados pelos bispos da Igreja Católica, e o reitor da Pontifícia Academia das Ciências do Vaticano, o monsenhor Marcelo Sánchez Sorondo, além do presidente do Consórcio de Governadores da Amazônia Legal e governador do Amapá, Waldez Góes, e o coordenador-geral da SDSN Amazônia, Virgílio Viana, que também é superintendente da Fundação Amazonas Sustentável (FAS).
O governador Wilson Lima falou em defesa da promoção da dignidade humana dentro do processo de desenvolvimento sustentável da Amazônia. Também participaram da cúpula os governadores do Pará, Helder Barbalho; do Maranhão, Flávio Dino; e do Piauí, Wellington Dias; o secretário de Assuntos de Soberania Nacional do Governo Federal do Brasil, Fabio Mendes Marzano, e chefes de oito países amazônicos.

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