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MINISTRO DA ECONOMIA TRABALHA PARA FAZER ADEQUAÇÕES FISCAIS NO PRÓ-BRASIL

Guedes trabalha para fazer adequações fiscais no Pró-Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, trabalha para desarmar a bomba fiscal do plano Pró-Brasil. Desde que foi apresentado, Guedes tem defendido que o plano, que prevê aumento de gastos públicos em investimentos em obras e infraestrutura, não pode ameaçar o projeto de responsabilidade fiscal e o teto de gastos. O aumento dos gastos públicos, na opinião de Guedes, tem que ser cirúrgico. 

Nesta segunda-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro reuniu os seus ministros melhores avaliados no Palácio da Alvorada, e, na saída, reiterou que quem decide a economia é Paulo Guedes. 


Guedes irá participar, às 15h, de uma coletiva de imprensa com a equipe técnica do Ministério da Economia para tratar sobre a MP 958 e demais ações de enfrentamento no combate ao coronavírus.


Desde a semana passada, Guedes sinalizava incômodo com o plano, que a interlocutores chamava de o PAC do Marinho, em referência ao Plano de Aceleração do Crescimento de Dilma e ao ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, um dos formuladores do Pró-Brasil. 

A principal divergência entre os projetos de Guedes e Marinho é que o ministro da Economia quer injetar dinheiro privado na economia, via crédito e concessões, já Marinho previa dinheiro público, o que poderia comprometer os planos de Guedes de manter as contas controladas e poderia acabar com a âncora fiscal (teto de gastos). 

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“Pra que falar em acabar com o teto se é ele que protege a gente da tempestade? ”, questionou o ministro. Sobre o governo investir em infraestrutura, Guedes falou que se o governo quiser, pode. Mas estão descartados programas nacionais de desenvolvimento como foi feito no passado porque o excesso de gastos "corrompeu a democracia brasileira".

“Nós não queremos virar a Argentina, nós não queremos virar a Venezuela. Estamos em outro caminho. Caminho da prosperidade e não do desespero”, acrescentou. 

Questionado diretamente sobre a apresentação do plano sem a presença do ministério da Economia, Guedes minimizou. “O presidente pediu a todos nós estudos. O chefe da Casa Civil, general Braga Netto, é função dele coletar os estudos. Ele coordena essas ações e da mesma forma a conta cai na Economia, a conta é da Economia. Mas o presidente sabe que o caminho da prosperidade é um caminho que terá sucesso.”

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ressaltou que a disciplina fiscal é que vai manter o país no rumo certo, com juros baixos e inflação baixa.


Mais tarde, no Palácio do Planalto, Bolsonaro disse que ficou satisfeito com a fala de Guedes após o café e que Bovespa já subiu. O presidente deve anunciar os nomes dos ministros da Justiça e diretor-geral da Polícia Federal ainda nesta segunda.

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