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PARIS REFORÇA SEGURANÇA ANTES DE JOGO DO PSG PELA FINAL DA LIGA DOS CAMPEÕES NESTE DOMINGO


Neste domingo, o Paris Saint-Germain enfrenta o Bayern de Munique, da Alemanha, na grande final da Liga dos Campeões da Europa, em Lisboa. O jogo acontece em Portugal, mas a cidade de Paris já reforça sua segurança para evitar preocupações com os torcedores em função da partida histórica para o time da capital francesa.

Cerca de 3 mil policiais serão colocados na Champs-Elysees e fora do estádio do PSG, o Parque dos Príncipes, para controlar eventuais incidentes decorrentes do confronto que decide o campeão europeu. O time de Paris decide o título pela primeira vez e pretende se tornar o segundo clube francês a vencer o torneio. O outro foi o rival Olympique de Marselha, que superou o Milan em 1993.


O ministro do Interior, Gerald Darmanin, anunciou os planos de segurança neste sábado. Como medida preventiva, 2 mil máscaras serão distribuídas aos torcedores que chegarem nas localidades parisienses sem o equipamento de proteção. Aqueles que se recusarem a usá-las serão multados.
Em uma tentativa de evitar aglomerações e limitar a movimentação dos torcedores como prevenção ao novo coronavírus, 17 estações de metrô não estarão funcionando e três pontos de entrada do anel viário em Paris serão fechados. Além disso, outros 300 membros da brigada de incêndio darão apoio à polícia na capital.
Darmanin deu mais explicações sobre a função das medidas preventivas. "Não apenas para que as coisas ocorram da melhor maneira possível em termos de segurança pública, mas obviamente para que o uso de máscaras seja garantido", afirmou o Ministro do Interior da França.
A preocupação das autoridades francesas se acentuou após a semifinal disputada pelo PSG na última terça-feira, quando o time superou o RB Leipzig, também da Alemanha. O triunfo rendeu à equipe parisiense sua primeira decisão de Liga dos Campeões, o que levou os torcedores à loucura.
Milhares de pessoas ocuparam a avenida Champs-Elysees, algumas até em patinetes ou penduradas em carros. O céu ficou repleto de rojões enquanto os fãs dançavam e gritavam freneticamente. Muitos estavam sem máscaras e o respeito ao distanciamento social foi completamente esquecido em meio aos abraços e comemorações.
A celebração virou balbúrdia nas cercanias do Arco do Triunfo quando houve violência e destruição de vitrines, o que obrigou a polícia a prender 36 pessoas. Os incidentes geraram críticas às autoridades policiais, que foram questionadas por não terem previsto a situação de forma adequada, colocando somente uma dúzia de vans na região.
Neste domingo, a avenida estará aberta para pedestres a partir das 21h (16h de Brasília), quando será dado o pontapé inicial da decisão da Liga dos Campeões. Não será permitida a entrada de veículos, medida raramente utilizada e normalmente aplicada em ocasiões especiais como a véspera de Ano Novo.
No Parque dos Príncipes, o PSG transmitirá a partida em um telão gigante, com o público limitado a 5.000 torcedores, o número máximo que pode assistir a jogos de futebol na França na conjuntura atual. Todos os presentes precisarão usar máscaras e lavar as mãos. A polícia ficará posicionada do lado de fora para evitar as cenas vistas após o duelo da semifinal.
Um campo do centro de treinamento do PSG, em Saint-Germain-en-Laye, também receberá torcedores do clube para a grande final. Cerca de 500 fãs poderão assistir ao jogo decisivo contra o Bayern de Munique, que já soma cinco conquistas do torneio de elite da Europa e vai em busca do hexacampeonato.
A partida não é a mais importante da história de 50 anos do PSG apenas pelo aspecto desportivo. A relevância financeira também é um destaque: o clube nunca tinha passado das quartas de final desde 2011, apesar do grande apoio dos investidores do Catar, estimado em mais de 1,5 bilhão de euros (cerca de R$ 9,950 bilhões, em valores atuais).
O valor inclui a compra do atacante brasileiro Neymar junto ao Barcelona, efetuada por 222 milhões de euros (cerca de R$ 950 milhões) em 2017. O montante também abarca os 180 milhões de euros (cerca de R$ 680 milhões) pagos ao Monaco pelo atacante francês Kylian Mbappé em 2018. São os dois jogadores mais caros da história do futebol mundial.

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