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BALANÇA COMERCIAL: IMPORTAÇÕES DO AMAZONAS CRESCEM E INDICAM RETOMADA DA ATIVIDADE INDUSTRIAL NO PIM

A Balança Comercial do Amazonas em agosto apresentou crescimento nas importações, que tiveram aumento de cerca de 11,45%, na comparação com julho de 2020, e queda de 3,78%, com agosto de 2019, como reflexo da retomada das atividades no Polo Industrial de Manaus (PIM). Já as exportações tiveram redução de 19,97% em relação a agosto de 2019, e 35,08%, em relação a julho de 2020, em razão de medidas tomadas para o combate à Covid-19. A análise é da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), que disponibiliza balanço detalhado da Balança Comercial em sua página, no link Mapas e Indicadores.

As importações do Amazonas em agosto registraram cifras de US$ 829,47 milhões, o equivalente a 7,45% de participação nas importações do Brasil. A retomada das atividades das indústrias do PIM se refletiu na elevação das importações.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jório Veiga, os resultados da Balança Comercial podem ser creditados aos ajustes de produção e estoques na cadeia de suprimento.

“É interessante verificar a distribuição das exportações que, além de motocicletas, aparelhos de TV e concentrados, tiveram margarina, ouro e grandes grupos geradores entre os dez principais produtos exportados”,  destacou Veiga. As importações mantiveram seu perfil mais tradicional, observou o secretário, nos segmentos de produção, como o eletroeletrônico, termoplástico, duas rodas e aparelhos de ar condicionado. “Seguimos com boas expectativas para os próximos meses", projetou.

A China se mantém como principal país de origem das importações do Amazonas, com o valor de US$ 352,29 milhões, o equivalente a uma participação de 42,47% do total importado pelo estado. Vietnã vem em seguida, com o valor de US$ 80,79 milhões – representando 9,74% do total. O principal produto importado da China foram partes de aparelhos receptores e transmissores (28,21% dos produtos importados desse país), enquanto do Vietnã se destacam partes de aparelhos telefônicos, equivalente a 46,54% das transações oriunda desse país.

Com relação às exportações, em agosto, os principais destinos foram Venezuela e Estados Unidos, equivalentes a 32,44% do total. O principal produto exportado para a Venezuela foi margarina (US$ 2.569.204,00), o equivalente a 25,02% das exportações para aquele país, para atender necessidade do mercado local. Para os Estados Unidos, o principal produto exportado foi ouro em formas brutas (US$ 2.308.422,00), o que representou 34,98% das exportações para este país.

A queda nas exportações é reflexo das medidas tomadas para o combate à Covid-19, na análise da equipe técnica da Sedecti. Apesar do grande aumento da demanda do polo de Duas Rodas, as fábricas ainda operam com restrições para atender aos protocolos de segurança na Saúde. Outro fator, é a falta de peças para atender a este setor.

O saldo negativo nas transações comerciais em agosto diminuiu 2,46% na comparação com agosto de 2019 e aumentou 17,06% na comparação com julho de 2020. Isso foi motivado pela diminuição das exportações e aumento das importações.

Em agosto, a Corrente de Comércio do Estado do Amazonas (soma das importações com as exportações) totalizou US$ 881,48 milhões, e alcançou 3,05% na participação da Corrente de Comércio do Brasil.

Municípios do interior  

Quanto aos municípios do interior, Presidente Figueiredo foi o maior exportador (US$ 3,44 milhões) em agosto deste ano, tendo a China como principal destino da produção de ferro-ligas, o principal produto exportado. O segundo município que mais exportou foi Itacoatiara (US$ 1,23 milhões), para o mercado da Holanda, destino das remessas de madeira serrada, principal produto vendido.

Nas importações, Silves se destacou como maior comprador (US$ 4,14 milhões), e a Argentina, o maior parceiro comercial de aparelhos e dispositivos térmicos. Nova Olinda do Norte ficou em segundo lugar, com o valor de US$ 2,30 milhões em importações, tendo os Estados Unidos como principal local de origem de suas aquisições, sendo outros veículos aéreos o principal produto adquirido.


FOTOS: Divulgação/Sedecti

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