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VÍDEO: MULHER OBRIGA FILHOTE DE PITBULL A COMER MACONHA E POSTAR NA WEB. ASSISTA!


Uma mulher de Americana, no interior de São Paulo, vai responder na Justiça pelo crime de maus-tratos após publicar nas redes sociais um vídeo que a mostrava alimentando uma filhote de cachorro da raça pitbull com uma porção de maconha. A cachorra é Maya, que tem pouco mais de dois meses de vida. Ela vivia na casa da tutora, identificada como Ana Beatriz Rocha, no Jardim Terramérica.

O caso aconteceu no dia 19 de setembro, quando a tutora publicou o vídeo no Instagram. Ela só foi localizada na quinta-feira e vai responder em liberdade pelo crime de maus-tratos, além de ter que pagar uma multa em um valor não divulgado.

No vídeo, Ana Beatriz está em um carro com o namorado, ainda não identificado. Ele tem uma porção de maconha na mão. "Aqui ó", diz o rapaz. Na sequência, a tutora incentiva o animal: "Come tudo, 'mano'. O rapaz completa: "Ela come, parece um aspiradorzinho de pó". Minutos depois, outra postagem nos stories mostra a cachorra desanimada.

O deputado estadual Bruno Lima (PSL), que é delegado da Polícia Civil, recebeu a denúncia pelas redes sociais - inclusive com a localização da casa. Na quinta-feira, foi até Americana para confirmar o endereço. Ao chegar na residência, a mulher ainda rebateu o delegado sobre a posse de drogas.

"Agora eu tenho que explicar o motivo?", questionou. "Motivo por dois crimes: maus-tratos contra animais e posse de drogas", explicou o delegado, que contou com apoio de uma equipe da Guarda Armada Municipal de Americana (GAMA).

A jovem foi levada à Central de Polícia Judiciária de Americana. Um boletim de ocorrência foi registrado. Em depoimento ao delegado, ela disse que deu maconha "porque o animal era dela, e ele daria o que quisesse". A mulher vai responder em liberdade pelos dois crimes. Uma multa, em valor não divulgado, será aplicada.

A reportagem tentou contato com a garota, mas ela não respondeu às mensagens. Segundo apurou o UOL, a tutora só vai se pronunciar após a contratação de um advogado.

ONG busca lar para a cachorra

A Organização Não-Governamental (ONG) "Animais Têm Voz", da própria cidade, ficou responsável por Maya. A cachorra não teve sequelas, passa bem, e está em um lar temporário, mas ainda não disponível para adoção.

"Nós não temos a guarda dela ainda, então precisamos esperar isso acontecer para poder encontrar um novo lar", explica Roberta Dias Lima, voluntária da organização. Ela contou que, por se tratar de um cão de raça, a procura pela adoção é maior.

Os riscos de dar maconha para o cão

A médica veterinária Sibila Weidman, que é parceria da ONG, explica que a maconha pode prejudicar várias ações de um cachorro. "A cannabis pode deixar o cão sonolento, depressivo, afetar a coordenação motora, e, em casos extremos, a morte", disse.

Ela acredita que Maya não sofreu sequelas porque a quantidade que ela ingeriu foi pequena. "Se já há riscos, em um filhote isso é potencializado. Se imaginarmos que a cachorra, que tem dois meses, pesa três quilos, é preocupante", completa.

Assista o vídeo:


Fonte: UOL

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