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AMAZONINO E DAVID ALMEIDA NÃO TERÃO APOIO DE ROMERO REIS

 O Novo, partido de Romero Reis que concorreu às eleições municipais de Manaus no primeiro turno, não deverá apoiar candidatos na próxima etapa do pleito municipal. O anúncio foi realizado em uma coletiva de imprensa na manhã de hoje (17), com membros do diretório da sigla em um hotel localizado na zona Sul de Manaus. O presidente municipal, Hélio Reis, indicou para os cidadãos que não se sentem representados por David Almeida (Avante) ou Amazonino Mendes (Podemos), a anulação do voto.

O partido Novo conquistou 2,97% dos votos, totalizando 29 mil eleitores na eleição majoritária e não conseguiu eleger nenhum vereador para a Câmara Municipal de Manaus (CMM). Hélio esclareceu que os dois candidatos não representam princípios adotados pelo partido, pois ambos fazem parte da “velha política” e esse é o principal motivo para o não alinhamento para a próxima fase eleitoral.

“Os filiados e apoiadores são livres para manifestar o apoio a quem quiser, mas o posicionamento da instituição do novo em Manaus é de não apoiar o candidato A ou o candidato B [...] eu pretendo anular o meu voto e as pessoas que se sentirem confortáveis nem representadas, por essas duas figuras, em minha opinião pessoal, representam a velha política no nosso estado, que elas anulem [o voto]”, recomendou Hélio.

Pausa na carreira política

Romero Reis, afirmou que apesar de concorrer pela primeira vez em um cargo público, não pretende ser um “político profissional” e deve voltar para as suas atividades empresárias no ramo imobiliário.  O engenheiro, também criticou alguns posicionamentos da Justiça Eleitoral afirmando que se arrepende ter tomado cuidado para com as palavras e não ter “usado os sinônimos adequados para expressar a classe política que está aí”.

Apesar de desejar sucesso aos candidatos, Romero pediu para que eles coloquem “os interesses da cidade acima de tudo o justificou a opção por manter a neutralidade. “Água e óleo não se misturam. Jamais poderíamos apoiar alguns candidatos que estão no segundo turno, porque as propostas deles, a cultura e a história dessas pessoas, não tem identidade conosco”, enfatizou.

O candidato acrescentou à fala dizendo que recebeu convites para alianças ainda no primeiro turno, mas afirmou que “jamais sentaria com esses candidatos para fazer alianças” por não ter admiração por suas histórias de vida e desafiou os concorrentes do segundo turno a selecionarem os seus secretários por mérito para evitar que a máquina pública seja usada para projetar projetos políticos para os próximos anos.

*A Crítica


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