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GOVERNO QUER EMPRESTAR ATÉ R$ 1 MIL A BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA

 

Foto: Andressa Anholete/Getty Images

O governo Bolsonaro estuda emprestar de R$ 500 a R$ 1.000 a beneficiários do Bolsa Família, como alternativa para o fim do auxílio emergencial, criado para socorrer quem perdeu renda em função da pandemia de coronavírus.

Segundo o portal UOL, o empréstimo funcionaria como um programa de microcrédito, porém não ficou definido se os recursos sairão dos cofres da União ou da Caixa Econômica Federal.

O presidente do banco estatal, Pedro Guimarães, já declarou que pretende transformar o Caixa Tem em um banco digital que ofereceria aos correntistas o microcrédito com empréstimos de até R$ 1.000.

Caso o dinheiro saia do governo, a hipótese mais provável é a criação de um fundo similar ao Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).

A equipe econômica avalia se o risco de crédito das operações será 100% do provável fundo ou se será dividido com a Caixa. Técnicos têm alertado ao ministro da Cidadania, Onyx Lorezoni, responsável pelo Bolsa Família, que a medida precisa ser pensada com muito cuidado para que o microcrédito não seja usado apenas para consumo imediato.

“Se todos os beneficiários do Bolsa Família receberem esse crédito automaticamente, sem ter acesso aos cursos de educação financeira e aos conceitos do microcrédito, isso se torna um crédito direto ao consumidor. E isso leva a uma inadimplência maior. Essa é uma modalidade de crédito consciente”, disse o ministro.

Segundo dados do BC (Banco Central), a taxa de calotes do microcrédito é baixa e chegou a 2,4% em outubro. A taxa é inferior a inadimplência geral do crédito para pessoa física, que chegou a 3,1% no mesmo mês. Já a taxa para o crédito pessoal chegou a 5,7%, na mesma base de comparação.



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