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NOVEMBRO TEM O PIOR DESMATE EM 10 ANOS


Área desmatada no meio da floresta é usada para diversas finalidades (Foto: Greenpeace/ Divulgação)

No ranking dos estados que mais desmataram a Amazônia, o Pará aparece novamente em primeiro lugar, com quase a metade (48%) de todo o desmatamento na Amazônia Legal

O desmatamento na Amazônia atingiu no mês de novembro a marca de 484 quilômetros quadrados de área desmatada, conforme balanço divulgado pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon. O sistema de monitoramento aponta que o número desmatado em novembro de 2020, bateu o recorde histórico em 10 anos. A derrubada de árvores causa danos irreparáveis ao meio ambiente, tendo em vista que são agentes essenciais à manutenção do equilíbrio da natureza, como explica o Diretor da WCS Brasil, geógrafo e ambientalista Carlos Durigan.

“As árvores promovem serviços ecossistêmicos que suprem os demais organismos vivos com alimento, abrigo e ainda contribuem com a regulação do clima, pois armazenam carbono, um dos principais gases causadores do efeito estufa, promovem a ciclagem da água, ajudando a produzir umidade atmosférica, chuvas e produzem oxigênio, essencial à vida”, explicou Durigan.

Ainda conforme o levantamento do Imazon, a degradação também cresceu 144% no mês de novembro, com um total de 1.206 quilômetros quadrados degradados. Os incêndios são exemplos de degradação que podem ser causados por queimadas controladas em áreas privadas e que acabam se alastrando para outras áreas. A incidência de queimadas e uma realidade cada vez mais constante em solo brasileiro.

Inúmeros estudos mostram quão danosas são as queimadas e o consequente desmatamento em larga escala, como afirmou o ambientalista Carlos Durigan. “A Amazônia vem sofrendo uma redução de suas florestas, que já ultrapassa os 20% de perda de sua cobertura original. A destruição das florestas traz perdas de biodiversidade e de nosso patrimônio natural, causa perdas econômicas pois temos queda na qualidade dos serviços ecossistemas que provêm e ainda danos irreparáveis às culturas humanas amazônidas, indígenas e não-indígenas, cujos modos de vida dependem da floresta em pé e saudável”, pontuou o especialista.

Monitoramento

O Sistema de Alerta de Desmatamento, desenvolvido pelo Imazon, é uma ferramenta que utiliza imagens de satélite para monitorar a floresta. Além do SAD, existem outras plataformas que vigiam a Amazônia: Deter, do Inpe, e o GLAD, da Universidade de Maryland. Todas essas plataformas são importantes para a proteção do nosso patrimônio ambiental, pois garantem a vigilância da floresta e a emissão de alertas dos locais onde há registro de desmatamento. Os dados fornecidos ajudam a subsidiar os órgãos de controle ambiental a planejar operações de fiscalização e identificar desmatadores ilegais.


D24*

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