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SAMEL TRAZ DICAS DE SAÚDE PARA VOCÊ!

 

Imagem: iStock

O Grupo Samel e a Applied Biology apresentaram, em 10 de março de 2021, os resultados finais da pesquisa conduzida com a Proxalutamida em pacientes hospitalizados por COVID-19 em estado crítico, no Amazonas.

Na primeira fase, o uso do remédio em um grupo de 235 pacientes, selecionados nos primeiros dias de internação, provocou a diminuição do tempo de hospitalização em 70%, além de redução no número de mortes em mais de 50% e intubação em mais de 70%.

Agora, após concluir o estudo com 590 pacientes do estado do Amazonas, os números finais revelaram grande eficácia do medicamento contra a COVID-19, confirmando os dados inicialmente divulgados.

Resultados

Os números impressionam. Ao entrar no estudo, quase a totalidade dos pacientes estava em ventilação não-invasiva ou em necessidade de oxigênio, o que os caracterizava como pacientes críticos.

Após 14 dias de tratamento, a mortalidade foi de 47.6% no grupo placebo e de 3,7% no grupo que tomou a Proxalutamida, uma redução maior que 90%.

Mais da metade (52,7%) dos pacientes que utilizaram placebo precisaram ser intubados, ao passo que 4,4%, dos pacientes que utilizaram Proxalutamida necessitaram de intubação, ou seja, mais de 10 vezes menos.

Nove em cada 10 pacientes internados que tomaram Proxalutamida (89,1%) já tinham recebido alta, enquanto aproximadamente um terço (32.8%) do braço placebo havia recebido alta após o período de 14 dias.

Uma melhora clínica significativa pôde ser observada em média 3 dias após o início do medicamento, contra quase 19 dias no grupo placebo.

Em resumo, neste estudo, a Proxalutamida mostrou-se como grande aliado no combate à pandemia da COVID-19, em especial para pacientes críticos, cuja mortalidade é muito elevada.

Os dados foram apresentados em um universo de pacientes cuja maioria apresentou quadro compatível com a variante P.1, o que torna a Proxalutamida provavelmente o primeiro medicamento oficialmente pesquisado para tratar a nova variante da COVID-19.

O estudo foi dirigido pelo médico Andy Goren, CMO (Chief Medical Officer) da Applied Biology, coordenado no Brasil pelo médico Flávio Cadegiani, fundador e diretor médico do Instituto Corpometria, e conduzido em conjunto com os médicos Daniel Fonseca, diretor técnico da rede de hospitais do Grupo Samel (Amazonas); e Ricardo Ariel Zimerman, infectologista do Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre.

A Applied Biology é uma empresa de biotecnologia especializada no desenvolvimento de medicamentos para doenças capilares.

“Em fevereiro de 2020, nosso grupo de pesquisa descobriu uma relação entre a queda de cabelo e a severidade dos casos de COVID-19”, explica Goren, lembrando que estes estudos indicaram que o coronavírus só consegue entrar nas células pulmonares por meio dos androgênios.

Samel: Investimentos durante a pandemia de Covid-19

Além da participação no estudo com o uso da proxalutamida em pacientes internados em suas unidades hospitalares, a Samel tem realizado, desde o início da pandemia em Manaus, em março de 2020, uma série de investimentos no desenvolvimento de novas tecnologias e protocolos médicos que possam salvar mais vidas.

Entre esses investimentos estão:

  • Desenvolvimento em tempo recorde de um chatbot de triagem virtual de sintomas de infecção pelo novo coronavírus;
  • Serviço de Telemedicina, que permite consultas online com médicos de diversas especialidades a fim de evitar o deslocamento do paciente até uma unidade hospitalar sem a real necessidade, o que evita a aglomeração de pessoas;
  • Cápsula Vanessa, método que permite o uso da VNI desenvolvida pela Samel em parceria com o Instituto Transire, que foi usado não somente nas unidades hospitalares do grupo, como no Hospital de Campanha Gilberto Novaes, em mais de 40 municípios do Amazonas, em vários estados do país, como Pernambuco, Pará, Acre, Mato Grosso, Roraima e Santa Catarina, entre outros, e até no exterior, como na Bolívia e Colômbia.


Como recuperar olfato e paladar após a covid-19? A Samel ajuda


A perda de olfato e paladar é apenas um dos sintomas que podem se manifestar em pacientes com covid-19. Em muitos casos, os sentidos retornam em poucos dias, mas há relatos de pessoas que ficam meses sem senti-los. Então como recuperar o olfato e o paladar após a doença? É o que você vai conferir neste artigo.

Samel Planos de Saúde reuniu dicas de especialistas para ensinar a aplicar a chamada “fisioterapia de cheiro” usando produtos que você pode ter na despensa de casa. Acompanhe!

Covid-19: Como a infecção prejudica os sentidos?

Há estudos que mostram que o Sars-Cov-2 altera a estrutura de suporte das terminações nervosas olfatórias, causando a perda dos sentidos, como é comum em outros tipos de infecções respiratórias. 

A hiposmia (perda parcial) e a anosmia (perda total do olfato) são frequentes em síndromes gripais, mas logo desaparecem quando o paciente se cura. Porém, no caso da covid-19, os pacientes têm um processo de recuperação um pouco mais lento. 

Alguns relatam que os sentidos permanecem inativados por um longo período, às vezes por meses, mesmo após a cura da doença. 

De acordo com um estudo da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL – CCF), 13,9% dos pacientes não recupera a capacidade de sentir cheiros e sabores.

Embora a hiposmia e anosmia sejam mais comuns, pacientes de covid-19 também podem apresentar: 

  • Parosmia: olfato distorcido, ou seja, quando o paciente sente um cheiro “bom” mas o cérebro interpreta como “ruim” ou vice versa;
  • Fantosmia: quando a pessoa sente cheiros que não existem.

 

Em todos os casos, os pacientes podem contar com ajuda de exercícios feitos em casa para ajudar a recuperar os sentidos. Continue a leitura.

Como recuperar olfato e paladar?

Ao ser consultado, um otorrinolaringologista pode recomendar a fisioterapia de cheiro, com treinos que estimulam a reversão do quadro. É possível realizar os exercícios com produtos caseiros que ajudam a estimular o nervo olfatório e as conexões cerebrais.  

Veja a seguir quais produtos usar e como praticar os exercícios. 

Treinamento do olfato 

Para a fisioterapia de cheiro, o paciente pode usar produtos com aromas fortes e bem característicos, como:

  • Café;
  • Cravo;
  • Mentol;
  • Baunilha;
  • Menta (pasta de dente);
  • Vinagre;
  • Tangerina (suco);
  • Eucalipto;
  • Limão;

É preciso separar quatro produtos para cada exercício por dia. Cada aroma deve ser inalado por cerca de 10 segundos, com intervalo de 15 segundos de um para outro. Os especialistas indicam que o treinamento deve ser feito duas vezes ao dia. 

O tempo necessário para a recuperação dos sentidos varia de paciente para paciente. Em casos de lenta progressão, a terapia pode ser necessária por 24 meses ou até que a comunicação do órgão olfativo com o cérebro seja restaurada.  

Durante o uso dos produtos, é importante ficar alerta para irritações e alergias que possam surgir. Caso algum sintoma se manifeste, o indicado é descontinuar o uso ou substituir o aroma.

Treinamento do paladar

No caso do paladar, ainda não está claro se o vírus afeta os nervos ou as papilas gustativas. O que se sabe é que ambos, olfato e paladar, são extremamente dependentes um do outro. 

É por isso que os pacientes infectados pelo novo coronavírus geralmente perdem ambos os sentidos de uma vez. 

Embora não exista um padrão de tratamento, os exercícios indicados para a recuperação do paladar podem seguir o mesmo método do treinamento de cheiro. 

Para isso, é indicado investir na variedade de alimentos, dando preferência aos que predominam os cinco sabores conhecidos: azedo, amargo, doce, salgado e umami

Também são indicados o consumo de alimentos que ajudam a produzir mais saliva e facilitam a deglutição. São eles:

  • Carnes;
  • Peixes;
  • Vegetais;
  • Cenoura:
  • Milho:
  • Ervilha;
  • Tomate, entre outros. 

Os alimentos devem ser ingeridos devagar, estando o paciente aberto às sensações que o alimento produz durante a mastigação. 

Essa percepção sensorial, tanto no treinamento de cheiro quanto no do paladar, é fundamental para que os exercícios proporcionem uma rápida recuperação dos sentidos. 

São necessários medicamentos?

Existem medicamentos que ajudam na restauração do olfato e paladar, mas eles só podem ser usados no tratamento sob prescrição de um médico otorrinolaringologista. 

Em todo o caso, os exercícios de cheiro e paladar são fundamentais para o tratamento. 



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