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HIPSTER DA FEDERAL ESTAVA EM SURTO PSICÓTICO, AFIRMA FAMÍLIA

 

Reprodução

A família do agente da Polícia Federal Lucas Valença, 36 anos, morto nesta quarta-feira (2), afirma que ele estava tendo um surto psicótico quando invadiu uma fazenda aos gritos afirmando que "havia um demônio" na propriedade e desligando a energia do local, em Buritinópolis, Goiás. A declaração foi feita ao R7 e à Record TV pela advogada da família, Sindd Lópes.

De acordo com a advogada, o policial estava com depressão e fazia tratamento psicológico. Ele estava em uma fazenda da família com a mãe, o pai e o irmão, Eduardo Valença, para passar o feriado de Carnaval e comemorar o aniversário do irmão quando teve um surto, na noite de quarta-feira (2).

Segundo a advogada, durante o surto, o agente da PF estava sozinho e tentou entrar em uma casa que não era a da família, quando invadiu a residência em que foi baleado. “Era um sítio com várias casas parecidas. Ele tentou entrar em uma dessas casas tentando voltar para casa. Estava com medo e falava de demônios”, afirma a advogada.

A advogada diz ainda que o policial estava desarmado e que a família só ficou sabendo da invasão depois que ele levou um tiro, por volta das 23h. A mãe do agente chegou a conversar com a dona da residência para saber se o filho realmente havia sido baleado.

Segundo a família, Lucas era amável e sensível e não tinha intenção de ferir os moradores da casa. “Ele era muito querido na polícia e nos grupos voluntários dos quais participava. Ele cuidava muito da saúde mental dele, principalmente durante a pandemia, quando começou a dar sinais de depressão”, lembra Sindd.

Esse seria o primeiro surto de Lucas, que, apesar de enfrentar uma depressão, não tinha sido afastado das atividades policiais. Ele morava com os pais e o irmão em Brasília e ficou famoso em 2016 ao ser visto escoltando o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ), réu na Operação Lava Jato. O hipster da Federal também atuou na caçada ao criminoso Lázaro Barbosa, em Cocalzinho de Goiás, município goiano, em junho de 2021, juntamente com outros 269 policiais do Distrito Federal.

Lucas Valença será enterrado na tarde desta quinta-feira (3), mas não foram divulgadas informações como o local e o horário da cerimônia.

O delegado Adriano Jaime Carneiro, plantonista da Delegacia Regional de Posse, em Goiás, disse que o dono da fazenda avisou que estava armado, mas Lucas não teria parado. "O autor desferiu um único tiro. Depois disso, a vítima começou a gritar que era policial. Nesse momento, o autor ligou para a Polícia Militar solicitando uma ambulância", completou o delegado.



Fonte: R7

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