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COM GOL DE BRUNO HENRIQUE NO FIM, FLAMENGO EMPATA EM 1 A 1 COM O ATLÉTICO-GO

Bruno Henrique disputa bola com jogadores do Atlético-GO. Atacante marcou o gol do empate do Flamengo neste sábado. Foto: Gilvan de Souza

A sensação que dá é que o atual Flamengo vive dentro de um ciclo. Falhas dos mesmos jogadores geram resultados pouco satisfatórios, que, por consequência, acabam em mais críticas ao trabalho de Paulo Sousa. Na noite deste sábado, o rubro-negro empatou em 1 a 1 com o Atlético-GO, com gols de Wellington Rato e Bruno Henrique.

Embora o resultado possa intensificar ainda mais a crise dentro dos setores de futebol do clube, simbolizada pelo protesto de torcidas organizadas na última sexta contra jogadores e o vice-presidente de futebol Marcos Braz, a partida também criou a sensação de uma possível virada de chave entre jogadores e o técnico Paulo Sousa. Ao marcar, Bruno Henrique foi abraçar o comandante.

— O Flamengo é maior que qualquer um. Não estamos aqui para fazer qualquer tipo de panela ou alguma atitude desrepeitosa com o Paulo. Temos que pensar, porque tudo que saí na imprensa acaba gerando uma turbulência dentro do clube. Precisamos parar para pensar. O Flamengo é muito grande. Tem diversas páginas falando muito. Mas o nosso intuito é um só, focar para conquistar os objetivos — enfatizou o camisa 27.

O primeiro tempo foi aberto e com chances para ambos os lados, embora o Flamengo tenha pressionado mais. Logo aos dois minutos, o Atlético-GO abriu o placar após lambança de David Luiz e Willian Arão. Wellington Rato aproveitou sobra e só empurrou para o fundo das redes. Mas Shaylon recebeu em impedimento no início da jogada e o gol foi anulado.

Depois, o Flamengo assumiu o controle da partida. Sem Filipe Luis, poupado e Gustavo Henrique, que sentiu dores na coxa direita no aquecimento, o rubro-negro tinha Leo Pereira na esquerda e Arão na direita para jogarem ao lado de David Luiz. O trio fazia a saída de bola de três, adorada por Paulo Sousa. Como Arão tem melhor passe, as jogadas saiam mais pela direita, com o auxílio de Mateuzinho e Gabigol. Arrascaeta, que costuma jogar pela esquerda, também caiu bastante por ali.

Aos 35 minutos, o Flamengo chegou a ter cinco finalizações contra nenhuma dos donos da casa. Em tentativa de cruzamento pela esquerda, Bruno Henrique surpreendeu o goleiro Luan Polli e quase marcou de cobertura. Em resposta, Jorginho, principal jogador do time goiano, teve duas chances para abrir o placar. Na primeira, após jogada individual, arriscou de longe mas parou em Hugo Souza. Na segunda, após corte de David Luiz, infiltrou a área rubro-negra mas chutou para fora.

— Criamos chances, mas não conseguimos (marcar) e vamos tentar melhorar no segundo tempo — falou Arrascaeta na saída para o intervalo.

O desempenho na segunda etapa até melhorou, mas não o bastante. Enquanto o Flamengo tentava criar pelo lado esquerdo, com David Luiz e Leo Pereira iniciando a construção, os goianos esperavam para contra-atacar. Foi assim que saiu o primeiro gol. Leo Pereira tocou para Andreas Pereira, que errou tentativa de lançamento. O Atlético-GO aproveitou e saiu em contra-ataque rápido. Após jogada pela esquerda, Wellington Rato apareceu sozinho no meio da área e marcou, dessa vez para valer.

Acuado, Paulo Sousa tirou o lateral Matheuzinho e o volante Andreas para as entradas de Lázaro e Pedro. As mudanças surtiram efeito e o Flamengo foi para cima. Na primeira aparição, Lázaro obrigou Luan Polli a fazer grande defesa. Na sequência, Bruno Henrique aproveitou cruzamento e cabeceou no ângulo para empatar. Foi apenas o terceiro gol do atacante na temporada.

Depois, o Flamengo ensaiou pressão, mas não conseguiu virar o jogo. Pedro até tentou, mas carimbou o travessão do Atlético, que respondeu com outra bola na trave dos rubro-negros.

No fim, o 1 a 1 foi confirmado. Um empate justo para o que ambas as equipes apresentaram dentro das propostas desejadas. O Flamengo volta para o Rio com um ponto na bagagem e um ensaio de trégua entre jogadores e treinador que pode ser importante para o restante da temporada, mas que é necessário chegar rapidamente.

— Foi um jogo muito difícil. Nossa equipe suportou bem, conseguiu fazer tudo aquilo que o Paulo pediu. É um começo, sabemos que o Brasileiro é muito difícil. Em todos os jogos nos vamos jogar para vencer, sendo dentro ou fora de casa. Não conseguimos, mas levamos um ponto que será muito importante — disse Bruno Henrique, que aproveitou para falar sobre a polêmica de que teria se atrasado para um treino do time: — Toda hora sai alguma coisa de jogador, panela. Saiu de mim também sobre horário. Desde a época do Mister teve questões de horário, e eu nunca descumpri com nenhum treinador. Chego no clube uma hora antes para fazer tudo que preciso.

*Extra

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