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DICIONÁRIO DO GOOGLE DEFINE PROFESSORAS COMO PROSTITUTAS





Foto: Reprodução/Internet




Para surpresa de estudantes, professoras, professores e usuários da internet, no começo dessa semana quem lançou a pergunta, “o que é professora?” ou “o que é professor?” ou “definição de professor ou professora” no campo de buscas do Google encontrou no topo das buscas duas definições ofensivas e falsas. O dicionário do Google define professora como “prostituta com quem adolescentes se iniciam na vida sexual” e “aquele que professa uma crença, uma religião”. A primeira delas é classificada como um “brasileirismo”.

Claramente um ataque às professoras mulheres, portanto de cunho machista, e de distorção da função masculina no magistério associando-a ao ensino religioso especificamente. Portanto, o episódio alinha-se aos discursos de ódio contidos nos ataques que professores e professoras vêm sofrendo de segmentos conservadores, religiosos de matriz neopentencostal e movimentos como o Escola Sem partido e similares.

As evidências indicam que os verbetes são obra de haters profissionais com experiência em ranquear informações na web para que o Google não só utilize como definição preferencial no topo das buscas, mas também que assuma como sendo do próprio dicionário da ferramenta.

Professores tem denunciado nas redes sociais e procurado suas entidades representativas de classe, sindicatos, para que sejam tomadas as providencias legais cabíveis. O Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro/RS) recebeu várias denúncias sobre o tema e o departamento jurídico da instituição está buscando as providências cabíveis.

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