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VEM TRETA POR AI: ZÉ ROBERTO PODE ESTAR A CAMINHO DO AMAZONAS


O MEGA-TRAFICANTE ZÉ ROBERTO DA COMPENSA PARA DESESPERO DE MUITOS PODE ESTAR A CAMINHO DE MANAUS

Uma decisão de inocência, por participação no tráfico de drogas, e outra de redução de pena, em acusação de crime organizado, pode trazer Zé Roberto da Compensa de volta a Manaus. A possibilidade deixou em polvorosa as autoridades de segurança. Trata-se do principal fundador da Família do Norte (FDN), primeiro grupo do crime organizado no Norte brasileiro.

juiz Dalton Igor Kita Conrado, da 1ª Subseção Judiciária de Campo Grande (MS), onde Zé Roberto está preso, pediu informações do juiz da Vara de Execuções Penais do Amazonas, ainda em abril, para estudar a volta. O prazo era de cinco dias, o que pressupõe que as informações já foram prestadas. 

O retorno, com isso, pode se dar a qualquer momento. Na semana passada, um grupo de 28 condenados, que pertencem a facções e estavam em presídios federais, retornaram a Manaus. “A lei admite o retorno”, admite um especialista em Direito. Zé Roberto entrou também com pedido de prisão domiciliar, alegando ser grupo de risco na pandemia de Covid-19. 

O pedido foi negado.Dois dos mais importantes “assessores” de Zé Roberto, Cleomar Ribeiro de Freitas, o Copinho, e Alan de Souza Castimário, o Nanico, também foram absolvidos da acusação de tráfico de drogas. Os três estão no presídio federal de Campo Grande.  

ELEMENTO DE ALTA PERICULOSIDADE, NANICO, DO STAFE DE ZÉ ROBERTO ESTÁ EM CAMPO GRANDE (MT)
Condenações Nanico foi preso em 2012, no que a polícia chamou de “o QG do Nanico”. Ficava no conjunto Jardim de Versalles, na zona Oeste. Foram encontrados coletes à prova de bala, rifles, fuzis, escopetas, pistolas, metralhadoras e submetralhadoras. Todas as armas estavam prontas para ação.

 No QG ainda havia mais de 700 balas para fuzil, de 762 milímetros, além de 78kg de cocaína.A Justiça Federal condenou os três, então líderes da FDN, a mais de 39 anos de prisão, pelos crimes de organização criminosa e financiamento do tráfico de drogas. 

A ação penal foi movida pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM), em decorrência das investigações da Operação La Muralla, deflagrada em novembro de 2015. José Roberto Fernandes Barbosa, que exercia a liderança da organização criminosa, foi condenado a 48 anos e 5 meses de prisão, além do pagamento de multa de mais de R$ 842 mil. 

Agora, com a decisão da Justiça Federal, teve a pena reduzida para 16 anos, nove meses e três dias de reclusão e 282 dias-multa. Nanico e Copinho, também reconhecidos como líderes do grupo, foram condenados, cada um, a 39 anos de prisão e ao pagamento de multa de mais de R$ 800 mil. 

A pena de ambos foi agora reduzida para 13 anos, três meses e 19 dias de reclusão e 241 dias-multa. Nanico teria se desentendido com João Branco e trocado a FDN pelo Comando Vermelho (CV). 


 * Portal Marcos Santos

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