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LUAN SANTANA FAZ LIVE PARA AJUDAR O PANTANAL

 

Foto: Nicolle Comis

Na música Um Grito Entre as Cinzas, que Luan Santana compôs recentemente em parceria com Matheus Marcolino para chamar atenção para o projeto que criou, #OPantanalChama, ele diz que tem “sangue nativo” – ele nasceu em Mato Grosso do Sul – e “queria ser chuva”, mas que só vê cinzas no Pantanal.

De forma mais objetiva, o alívio que o cantor quer oferecer virá na live que fará neste domingo, 22, às 17h, direto da região, quando pedirá a seus fãs e aos simpatizantes da causa que doem recursos para o instituto SOS Pantanal, que luta para minimizar os estragos causados pelas queimadas recordes que atingiram a região neste ano e ajudar animais e a população pantaneira.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), somente em agosto as queimadas no Pantanal ficaram 300% acima do mesmo período do ano passado.

A live de quatro horas será transmitida pelo perfil do YouTube do cantor e pelo canal National Geographic. “As queimadas me afetaram de tal maneira que quis me unir às ONGs e criar um movimento para ajudá-las”, explica Luan, em entrevista ao Estadão. Além da live, Luan criou estampas para camisetas que estão à venda em seu site e vai leiloar o figurino que usou na gravação do DVD Viva. O objetivo de Luan é arrecadar R$ 8 milhões para o projeto.

Luan diz ter sonhado várias vezes com a triste imagem de uma onça-pintada com as patas queimadas em meio a um incêndio no Pantanal. Na semana passada, o cantor visitou a região de Corumbá e viu de perto as carcaças de animais que não resistiram ao fogo. Em conversa com biólogos, soube que algumas espécies de animais podem ter sido extintas pelo fogo e que a recuperação do bioma será lenta.

Aos 29 anos, o cantor, que busca seu espaço no mercado internacional, diz que espelha seus passos na carreira de Roberto Carlos. Em ações sociais, ele tem como exemplo o irlandês Bono, do U2. Com mais de 29 milhões de seguidores no Instagram, Luan sabe que sua voz tem força. “O meu ofício me ajuda como formador de opinião a abraçar causas em que acredito. Sou um homem sensível aos problemas da humanidade.”

Fonte: Estadão

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