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A LIÇÃO DA ELEIÇÃO DE MARCELO RAMOS À ELITE DA POLÍTICA NACIONAL


Em tempo de escassez de bons exemplos na política, a chegada do deputado federal Marcelo Ramos (PL) à elite do Congresso Nacional e à Política do País pode ser também aproveitada como um momento pedagógico à safra que se lança ao meio.

Eleito deputado federal em 2018, a condição de estreante não lhe fez acomodar no baixo clero.

Distante disso.

Marcelo, ainda sem mandato, já mostrava disposição de ter um lugar na constelação do Congresso, dando opinião à mídia nacional sobre a República.

Rapidamente compreendeu a linguagem dos cardeais de Brasília sem se afastar de sua paróquia. E a transformou em influência para a sua base.

Aplicado no que faz desde a militância estudantil (e isso não faz tempo), Marcelo estreou na Câmara, sob olhares de desconfiança, recebendo uma das missões mais difíceis de então: presidir a reforma da Previdência.

Com maestria, entregou a matéria como missão cumprida, apesar dos ânimos antagonistas que marcavam o momento.

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A passagem com louvor por esse trabalho foi um cartão de visitas para relatar outras matérias de relevância nacional.

Também foi essa missão que o tornou um dos braços direitos do agora ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia.

Mas foi também a amizade com Rodrigo Maia que o fez dar o salto que lhe tornou ontem vice-presidente da Casa, posição a ser confirmada nesta terça-feira, dia 2.

Lançado como candidato à Presidência do Poder por Maia, o deputado não se empolgou, percebeu a tempo que estava sendo usado como boi de piranha e deixou o barco do antigo grupo.

Marcelo aliou-se ao agora presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e teve protagonismo na chapa.

Tanto o é que disputa o cargo de primeiro vice-presidente da Câmara sem concorrente, numa demonstração de que fez o dever de casa e foi compreendido por seus pares.

Tudo isso fará com que o Amazonas volte a ter lugar de destaque na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, após 40 anos.

Sua articulação também é uma demonstração de que os espíritos mais elevados do fazer político têm lugar ao sol.

Além disso, esses espíritos podem servir ainda de espelho para quem entra nesse universo, e mesmo aos que passaram e já saíram, e que só conseguem ver refletida apenas sua própria imagem.

Por: Neuton Corrêa/BNC

Foto: Reprodução/TV Câmara/YouTube

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