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RESTAURANTE DE CUIABÁ VAI INDENIZAR CLIENTES EM R$ 5 MIL APÓS VENDER 'ESFIHA DE BARATA'



Um grupo de clientes que adquiriu esfihas numa rede de restaurante de comida árabe, em Cuiabá, vai receber uma indenização de R$ 5 mil mais juros e correção monetária após um dos consumidores encontrar uma “barata” da espécie blattella germânica num dos salgados. O valor será dividido entre aqueles que são parte no processo – o grupo de clientes, formado por 5 pessoas.

A decisão é da juíza da 4ª Vara Cível de Cuiabá, Vandymara Paiva Zanolo, e foi proferida no último dia 19 de fevereiro. De acordo com informações do processo, um grupo de clientes pediu duas bandejas de 15 esfihas do restaurante por meio de um aplicativo de telefone.

Um deles, não identificado, descreve em detalhes quando descobriu que, na verdade, estava saboreando um “prato exótico” para a culinária brasileira. “No dia 26 de maio de 2020, os clientes realizaram o pedido via aplicativo, de duas bandejas contendo quinze esfihas da ré, pelo valor de R$ 25,80; que uma das autoras, ao ingerir o produto, mordeu uma parte dura e encontrou o pedaço de uma barata no salgado, gerando repulsa de todos os presentes e indignação”, diz trecho dos autos.

O restaurante se defendeu no processo dizendo que foto juntada pelos clientes para comprovar a degustação da “iguaria excêntrica” era de uma “barata” que estava “ao lado” da comida – e não dentro dela. A juíza não concordou com o argumento.

A magistrada revelou, ainda, que a fotografia registrada pelos consumidores “não deixa dúvidas” de que o cliente “cuspiu” da boca a comida com pedaços de barata. “Nesse passo, sem maiores delongas, as fotografias colacionadas, não deixam dúvidas de que havia um pedaço de uma barata dentro de uma das esfihas, sendo possível notar, que a pessoa que consumiu o produto e verificou o corpo estranho ‘cuspiu’ o salgado”, analisou a juíza.

Além da indenização por danos morais, o valor pago pelo prato (R$ 25,80), também terá que ser devolvido pelo Mamur com juros e correção monetária, fazendo com que os consumidores não sejam os únicos a sentir um “gosto amargo” nessa história.

Fonte: Folhamax

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