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DOSES DEVEM CHEGAR AO RIO NESTE DOMINGO, COM MUDANÇA DE DISTRIBUIÇÃO


Vacinação contra Covid-19 na quadra do Cacique de Ramos, no Rio de Janeiro
Foto: Alexandre Silva/Fotoarena/Estadão Conteúdo (9.abr.2021)

Doses entregues pela Fiocruz serão encaminhadas direto para o estado, sem precisar passar pelo Ministério da Saúde.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), comemorou neste sábado (10) a decisão do Ministério da Saúde de liberar a entrega das vacinas da Fundação Oswaldo Cruz direto para o estado.

“Parabéns ao ministro, que ele tomou uma atitude óbvia. É inacreditável que o Ministério (da Saúde) recebesse vacina da Fiocruz, ficasse uma semana guardando essa vacina e distribuísse uma semana depois. A gente está com pressa de vacinar. As vacinas que são produzidas no Rio já ficam no rio e as outras vão para os outros estados mais rapidamente também. Isso para permitir que a gente tenha a maior quantidade de pessoas vacinadas”, disse.

O anúncio da mudança foi feito pelo ministro da Saúde Marcelo Queiroga, durante visita à instituição nessa sexta-feira (9). Segundo ele, o governo do Estado “pode pegar a vacina aqui direto, o que facilita a chegada da vacina nos braços de cada um". Ainda de acordo com Queiroga, o ritmo de distribuição das vacinas produzidas na Fiocruz começa aumentar. “Para terem ideia, 4,4 milhões de doses foram entregues essa semana em menos de 24 horas", disse Queiroga.

Segundo o Secretário Municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, essa mudança na forma de distribuição das doses vai contribuir muito para acelerar a campanha de vacinação. “No Rio de Janeiro, ela [a mudança] vai impedir que a campanha se interrompa. Então, a partir de amanhã, a gente já tem mais doses de vacinas sendo recebidas pela Secretaria”, comemorou.

Soranz falou ainda sobre a importância de acelerar o calendário. “A gente precisa vacinar as pessoas antes do período sazonal, do inverno, que é o período mais crítico. Acelerar a vacinação é salvar vidas. A expectativa é vacinar todas as pessoas com mãos de 60 anos ainda no mês de abril e já começar o grupo com comorbidades”, explicou.

Campanha de vacinação

Neste sábado (10), o vice-prefeito do Rio, Nilton Caldeira (PL), foi vacinado na Quadra do Cacique de Ramos, em Olaria, na zona norte da cidade. Ele contribuiu para a campanha "Rio contra a fome", que arrecada doações nos pontos de vacinação. Caldeira entregou 64 quilos de alimentos não-percíveis. “Tem muita gente aí passando necessidade. Eu tô lançando a ideia de doar um quilo de alimento para cada ano de vida”, disse Caldeira.

Em uma semana, a ação lançada pela prefeitura arrecadou 7 toneladas de doações. Os alimentos já estão sendo encaminhados para mais de 60 organizações da sociedade civil, que vão distribuir às famílias que passam por insegurança alimentar.

Enquanto o vice já recebeu a primeira dose, o prefeito, que tem 51 anos, vai ter que esperar um pouco mais. “O vice é mais coroa que eu. A gente tem que entender que o que coloca em risco é a idade. Eu estou mais protegido. É claro que tenho que me cuidar, não posso aglomerar”, afirmou Paes, que se disse ansioso para voltar ao samba, mas só depois de imunizado.

A quadra, que abriga um dos blocos carnavalescos mais tradicionais da cidade, passou a funcionar como ponto de vacinação contra a Covid-19 e é o sétimo posto inaugurado em duas semanas. Em todo o Rio são mais de 250 locais de imunização, entre unidades de saúde, postos extras e no sistema drive-hru. A ideia é facilitar o acesso e melhorar o atendimento dos novos grupos prioritários incluídos no calendário de vacinação da cidade.

Neste sábado, a primeira dose está sendo aplicadas idosos de 64 anos e profissionais de saúde. Os postos de saúde também vão receber quem precisa da segunda etapa do imunizante.

Segundo Soranz, menos de 5% das pessoas não estão respeitando as datas corretas para a imunização. “Se for a sua data, se for a sua faixa etária não deixa de se vacinar. Você vai estar se protegendo, protegendo a sua vida. Muitos casos de pessoas que deixaram de se vacinar, estão aparecendo agora com casos de Covid-19.

Para se vacinar, é necessário apresentar documento de identidade original com foto, número do CPF e, se possível, caderneta de vacinação. Já os profissionais de saúde devem levar, ainda, o comprovante do conselho de classe. De acordo com o calendário do município, todos os idosos acima dos 60 anos recebem a primeira dose até o dia 24 deste mês.

Essa semana, a capital fluminense ultrapassou a marca de um milhão de imunizados (1.037.006) com a primeira 1ª dose. O número corresponde a 15,4% da população carioca. Além disso, 70,5% dos idosos com 60 anos ou mais foram vacinados.

CNN Brasil*

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