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ABC NÃO APRENDEU A CARTILHA: MENGÃO TRITURA MAIS UM NA COPA DO BRASIL E GOLEIA POR 6 A 0

Foto: Marcelo Cortes / Flamengo

A combinação de vitórias e goleadas do Flamengo gerou uma espécie de lua de mel da torcida com o time e com o técnico Renato Gaúcho. Amparado por resultados como o 6 a 0 sobre o ABC nesta quinta-feira pela Copa do Brasil, o novo comandante tem um início de trabalho raro no futebol brasileiro num espaço de tempo tão curto. Foi simplesmente a vitória mais elástica do clube desde 2003.

Em cinco jogos, contando também oitavas de final de Libertadores e um clássico pelo Brasileirão, já são 20 gols marcados e apenas dois sofridos. Nem nos melhores momentos de Jorge Jesus, com o elenco mais encorpado que o atual, viu-se um Flamengo com tanto apetite e repleto de confiança.

A classificação para as quartas de final está praticamente garantida e com isso mais um feito de Renato Gaúcho para a longa lista em pouco tempo. Além das vitórias expressivas, com ele o time e suas principais peças voltaram a atuar em grande nível. E a desculpa de que o adversário da vez era frágil não serve diante dos últimos desafios. É inegável a subida de produção coletiva também sob seu comando. E se ela não tem ingredientes táticos que lhe valham uma assinatura, a marca registrada passa a ser fazer o simples, não inventar, e tomar decisões óbvias no decorrer das partidas.

Os quatro gols marcados pelo Flamengo no intervalo de 15 minutos a partir dos 30 do primeiro tempo foram mais uma prova do que Renato tem feito no começo de trabalho: deixado os atletas à vontade para que se movimentem e exerçam funções que se sintam mais confortáveis. E aí o time voltou a apresentar um automatismo, um entrosamento entre as peças de ataque outra vez todas reunidas, que a fragilidade do adversário só potencializou.

Ver a movimentação de Gabigol, muito mais solto, a subida de produção de Éverton Ribeiro, que reacendeu o lado direito e fez Isla crescer, é fruto de uma memória tática que este elenco adquiriu desde 2019. E vinha perdendo com as novas ideias implementadas nos últimos trabalhos. Algumas que poderiam até melhorar o desempenho do time, mas que exigiam dele adaptação.

O início da partida foi de chutes errados no alvo, especialmente com Gabigol, que prendeu um pouco a bola. Quando os demais atletas perceberam, foram mais incisivos nos lances. Arrascaeta buscou o jogo para criar a jogada do primeiro gol e aparecer para concluir. Tocou para Diego, que fez linda jogada, mas a bola sobrou para Bruno Henrique, que achou o uruguaio por dentro. O lance teve um Flamengo quase todo no campo de ataque e dentro da área.

A pressão foi alta desde o princípio e a intensidade na movimentação também. Na sequência, Bruno Henrique subiu pela esquerda, tentou cruzar, e no rebote Éverton Ribeiro tocou de primeira para Gabigol. O atacante acertou o pé para ampliar. O terceiro gol também foi por aquele lado. Renê subiu, tabelou com Arrascaeta e depois com Bruno Henrique, que finalizou da entrada da área no cantinho. Em todas as bolas rebatidas o Flamengo levava a melhor e tinha também a sorte ao seu lado. A prova foi o quarto gol, segundo de Gabigol, de cabeça. O atacante chegou a ser provado por Renato Gaúcho por ter dificuldade no fundamento. O cruzamento foi de Arrascaeta, que só não participou diretamente do segundo gol.

No segundo tempo, Renato mexeu aos dez minutos e mudou quase meio time. Ainda assim, o time não tirou o pé. O quinto gol foi contra, e Michael fez o sexto.

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