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BRASIL PERDE PARA O CANADÁ NOS PÊNALTIS E SE DESPEDE DAS OLIMPÍADAS

Koki Nagahama/Getty Images


Fim da linha para a Seleção Brasileira no futebol feminino. Após uma boa primeira fase, com duas vitórias e um empate, as meninas do Brasil não resistiram ao Canadá e caíram nos pênaltis, após empate por 0x0 com a bola rolando. Labbé, que fechou o gol no tempo normal, pegou duas cobranças e decidiu para as canadenses.

O confronto retomou um gostinho amargo para as brasileiras. Na Rio 2016, as canadenses também foram a algoz das donas da casa e ficaram com a medalha do bronze, deixando o Brasil na quarta colocação.

Em um duelo marcado por muitos gols de ambos os lados, Marta e Sinclair passaram em branco. Enquanto a brasileira fez boas jogadas, a canadense pouco produziu. Na única chance que teve, ela não conseguiu finalizar. A camisa 12 ainda perdeu seu pênalti.

O páreo do Canadá nas semis não será fácil. As norte-americanas agora enfrentam o vencedor de Holanda ou Estados Unidos, que se enfrentam logo mais, às 08h

O primeiro tempo de Brasil e Canadá não fez jus ao que as duas equipes representam para o futebol feminino. Em um jogo muito truncado, poucas foram as chances criadas que levantaram o torcedores. Foram apenas duas finalizações no alvo, uma para cada lado.

Enquanto o Canadá chutou cinco vez, o Brasil só finalizou duas. Foram as adversárias, também, que mantiveram mais a posse de bola, 51%, contra 49 das brasileiras.

Porém, quem teve a melhor chance do jogo foi a seleção verde e amarela. Debinha aproveitou falha de Gillies, roubou a bola e invadiu a área. Porém, muito lenta na definição, ela permitiu a aproximação de Labbé, que abafou o chute e jogou a bola para escanteio.

O Canadá só assustou em uma bola que passou perto, mas que saiu em tiro de meta. Beckie ganhou da zaga e cabeceou para Fleming, na entrada da área. A camisa 17 chutou para o gol e Bárbara só acompanhou.

O Brasil voltou melhor para o segundo tempo, mas só melhorou mesmo quando Pia colocou Ludmila em campo. A atacante abusou da velocidade e incomodava a zaga canadense. A seleção canarinho sofreu apenas no final da etapa regulamentar, quando o Canadá foi para cima tentar o gol da classificação.

Foi Debinha, novamente, foi quem assustou para o lado tupiniquim. Em um lançamento longo, a camisa nove puxou para o meio e bateu forte. Labbé, bem postada, fez a defesa. Inclusive, a goleira canadense trabalhou muito mais e foi uma das grandes responsáveis por manter o zero no placar.

A melhor chance do jogo foi do Canadá, com a zagueira Gillies. Após cruzamento para área de Sinclair, a zagueira subiu livre para cabecear e testou bem a bola. Quem salvou o Brasil na jogada foi o travessão, que impediu o gol adversário.

Sem uma definição no tempo normal, o jogo seguiu para a prorrogação. O tempo extra seguiu o roteiro do tempo normal. O Brasil, melhor em campo, seguiu atacando e tentando marcar.

A goleira Labbé fechou o gol e garantiu a disputa nos pênaltis. Nas bolas alçadas na área, ela saia bem e ficava com a redonda. Quando não se adiantava às atacantes, a arqueira praticava a defesa, como no lance em que Érika subiu sozinha e cabeceou muito bem, no cantinho.

Com o 0x0 insistindo em continuar no placar, a vaga foi para a cobrança de pênaltis.

Grande nome do jogo, Labbé seguiu sua história nas cobranças de pênalti e decidiu para o Canadá. Após Sinclair perder a cobrança, a arqueira adversária defendeu as batidas de Andressa Alves e Érika e garantiu o Canadá vivo na disputa pela medalha de ouro.


Brasil – Bárbara; Bruna Benites, Érika, Rafaelle, Tamires; Formiga (Angelina), Andressinha, Duda (Andressa Alves) e Marta; Bia Zaneratto (Ludmila) e Debinha. Técnica: Pia Sundhage.

Canadá – Labbé; Lawrence, Gilles, Buchana e Chapman (Riviere); Scott, Fleming, Sinclair e Quinn (Grosso); Beckie (Leon) e Prince (Rose) (Huitema). Técnica: Bev Priestman

Cartão amarelo: Duda e Ludmila (Brasil); Lawrence e Riviere (Canadá)

Local: Miyagi, Japão.






Fonte: Metrópoles

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