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ESTUDO AMERICANO CONFIRMA IMPORTÂNCIA DA 2ª DOSE EM QUEM JÁ TEVE COVID


Um grupo de pesquisadores da Northwestern University, nos Estados Unidos, publicou, na segunda (30/8), na revista científica Scientific Reports, da Nature, uma pesquisa que reforça a importância da segunda dose da vacina contra a Covid-19 na luta contra as variantes do coronavírus.

Os pesquisadores analisaram amostras de sangue de pessoas que já tiveram Covid-19 para entender por quanto tempo os benefícios das vacinas da Pfizer e Moderna duram e sua eficácia frente às novas variantes.

Os cientistas testaram os anticorpos neutralizantes medindo a capacidade da amostra de inibir a relação entre a proteína spike do vírus e os receptores ACE2, usados pelo coronavírus para invadir as células.

Os resultados mostraram que os níveis de anticorpos neutralizantes aumentaram cinco vezes após a aplicação da segunda dose, quando comparados aos níveis presentes nos participantes que só tomaram uma dose. A média de inibição do vírus foi de 59% após a primeira dose e de 98% depois da segunda.

“Quando testamos amostras de pacientes coletadas três semanas depois da segunda dose da vacina, o nível médio de inibição era de 98%, indicando uma quantidade muito alta de anticorpos neutralizantes”, explicou Thomas McDade, um dos responsáveis pelo levantamento.

Quando o teste foi feito contra as variantes Alfa, Beta e Gamma, o nível de inibição caiu para entre 67% e 92%.

Dois meses após a segunda dose, os exames mostraram que a resposta dos anticorpos caiu 20%. Pessoas que tiveram Covid-19 e vários sintomas tiveram um maior nível de resposta do que os que só tiveram sinais leves da infecção ou foram assintomáticos.

“Muitas pessoas, inclusive muitos médicos, estão assumindo que a exposição ao Sars-CoV-2 vai conferir imunidade à reinfecção. Baseado nesta lógica, algumas pessoas acham que não precisam tomar a vacina. Ou se tomam, acham que só precisam de uma dose”, diz o pesquisador.

“Nosso estudo mostra que a exposição prévia não garante um nível alto de anticorpos e nem garante uma resposta robusta de anticorpos à primeira dose”, completa.

O levantamento foi feito antes de a variante Delta existir, mas os pesquisadores acreditam que todas as vacinas funcionam de forma semelhante para as variantes: a proteção não é tão boa, mas ainda funciona.

*Com informações Metrópoles


 

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