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PFIZER PEDE AUTORIZAÇÃO DE VACINA PARA CRIANÇAS DE 5 A 11 ANOS

 

Foto: EPA / Ansa - Brasil

A farmacêutica Pfizer protocolou nesta quinta-feira (7) um pedido de uso emergencial de sua vacina contra a Covid-19 para aplicação em crianças de 5 a 11 anos na Administração de Alimentos e Remédios (FDA), nos Estados Unidos.

Atualmente, o imunizante de RNA mensageiro (mRNA) é usado no país em pessoas com mais de 12 anos. Segundo os dados apresentados, seriam 28 milhões de crianças beneficiadas com a administração das duas doses da Comirnaty, desenvolvida em parceria com o laboratório alemão BioNTech.

"Nós estamos comprometidos em trabalhar com a FDA para o último objetivo de ajudar a proteger crianças contra essa séria ameaça de saúde pública", informou a Pfizer em comunicado oficial.

A demora para o pedido nessa faixa etária ocorre porque todas as farmacêuticas e laboratórios focaram seus esforços em proteger aqueles que eram mais afetados pelo coronavírus Sars-Cov-2, como os idosos, os imunossuprimidos e os adultos em geral.

No entanto, com o avanço da vacinação desses grupos, naturalmente, os adolescentes e as crianças começaram a apresentar mais casos, mesmo que menos graves do que nos mais velhos.

A FDA marcou uma reunião para o dia 26 de outubro e deve se manifestar sobre a aplicação nas crianças. Se derem o sinal verde, caberá ao Centro de Controle de Doenças (CDC) determinar ou não a administração.

Em 20 de setembro, a Pfizer e a BioNTech começaram a apresentar os resultados preliminares do estudo feito com 2.268 participantes nessa faixa etária, com dados considerados "robustos".

A única diferença é que as duas doses, dadas em intervalo de 21 dias, eram de 10 microgramas e não de 30 microgramas como ocorre com os mais velhos. Conforme comunicado à época, a escolha por uma dose menor foi porque essa quantidade apresentou "segurança, tolerabilidade e imunogenicidade" melhores.

Os resultados iniciais mostraram que a resposta foi comparável aos mais velhos e que houve uma "forte resposta imunológica" após a aplicação da segunda dose. 




Fonte: ANSA

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