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ESTUDO ASSOCIA PARACETAMOL A MÁ FORMAÇÃO NO FETO

 

(Foto: Freeimages)

Durante anos, remédios contendo paracetamol, mais conhecido como Tylenol, foram considerados seguros para mulheres grávidas. Porém, um estudo de revisão publicado no final de setembro na revista científica Nature Reviews Endocrinology, pede maior cautela no uso do medicamento durante a gravidez.

Segundo o site da Universidade de Harvard (EUA), os pesquisadores encontraram evidências de que o paracetamol tem potencial para interferir no desenvolvimento do feto, possivelmente deixando efeitos prolongados no cérebro, nos sistemas reprodutivo e urinário e no desenvolvimento do órgão genital.

É importante salientar que os resultados da revisão recém-publicada vêm de estudos feitos em animais e outros observacionais realizados com humanos. Portanto, não se pode dizer, com certeza, que o famoso analgésico é a verdadeira causa desses problemas.

Ainda assim, a universidade americana lembra que o paracetamol é conhecido por ser um desregulador endócrino. Isso significa que pode interferir nos hormônios envolvidos no crescimento saudável.

De acordo com o estudo, há evidências de que a exposição ao medicamento durante a gravidez, particularmente em doses elevadas ou pelo uso frequente, aumenta potencialmente o risco de puberdade precoce em meninas ou de problemas de fertilidade masculina, como baixa contagem de esperma.

Os cientistas descobriram ainda que ele está associado a outros problemas, como testículos que não desceram ou um defeito de nascença chamado hipospádia, em que a abertura na ponta do pênis não está no lugar certo.

Baixo risco de efeitos nocivos

Caso a mulher grávida tenha tomado paracetamol, apesar de os especialistas concordarem que é importante considerar os riscos potenciais ao ingerir qualquer medicamento sem prescrição ou sem receita durante a gravidez, não é preciso deve entrar em pânico.

“O risco para é considerado baixo”, comenta a médica Kathryn M. Rexrode, do hospital Brigham and Women’s, afiliado à Harvard, entrevistada pelo site da universidade.

A especialista esclarece que o bebê provavelmente não sofreu, ou não sofrerá, quaisquer efeitos nocivos em virtude do consumo do analgésico.

Mais pesquisas são necessárias para confirmar se esse remédio realmente está causando problemas nos fetos, quais as doses prejudiciais e em que fase da gravidez a exposição pode ser mais prejudicial.

Sempre consulte o médico antes de ingerir qualquer medicamento durante a gravidez.


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