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FLUMINENSE SE DESPEDE DA SUL-AMERICANA COM A MAIOR GOLEADA DA HISTÓRIA DO TORNEIO: 10 A 1 NO ORIENTE PETROLERO

Germán Cano fez três gols contra o Oriente Petrolero - Foto: Manuel Claure/Reuters

A classificação não veio — como era de se esperar. Mas o Fluminense proporcionou um jogo histórico em seus quase 120 anos de vida. A equipe precisava golear, no mínimo, por seis gols de diferença e ainda contar com o empate entre Junior Barranquilla e Unión Santa Fe para avançar às oitavas de final da Copa Sul-Americana.

O Fluminense fez muito mais do que a sua parte. Derrotou o Oriente Petrolero, na Bolívia, por 10 a 1, mas, na Colômbia, o argentino Unión Santa Fe fez 4 a 0 e ficou com a vaga do Grupo H.

Juntando partidas de Libertadores e Sul-Americana, o show tricolor de ontem só fica atrás do placar de 11 a 2 do uruguaio Peñarol sobre o venezuelano Valencia, pela Libertadores de 1970.

Em relação ao Fluminense, o time de Fernando Diniz ficou perto do seu recorde em partidas oficiais: 11 a 0, aplicados em 1908, no Riachuelo, e em 1906, contra o Football & Athletic. A maior goleada da história tricolor aconteceu em 1986, em amistoso: 12 a 1 no Tarancon da Espanha.

Ontem, o jovem Matheus Martins e Germán Cano fizeram três gols cada. Caio Paulista, Jhon Arias, Manoel e Willian Bigode, com um gol cada, completaram os dez do Fluminense. Álvarez descontou para os bolivianos quando o tricolor já vencia por 3 a 0.

Para ter noção do que foi a partida em Santa Cruz de la Sierra, o placar estava em 4 a 1 com apenas 17 minutos de bola rolando. Matheus Martins fez o primeiro, Germán Cano o segundo e o terceiro. Tudo isso antes dos dez primeiros minutos. A estratégia era a mesma: muita movimentação e velocidade no ataque. A defesa do Oriente Petrolero era tão frágil que bastava dois toques na bola para uma chance de perigo ser criada.

Os bolivianos até assustaram quando descontaram, após saída errada de Fábio. Mas Arias fez o quarto logo em seguida. Antes do intervalo, Caio Paulista anotou o quinto, e Matheus Martins fez o sexto.

O placar na Colômbia não garantia o Fluminense nas oitavas. Mas o ritmo da equipe de Diniz não foi abalado. Dois “hat-tricks” vieram. Com Matheus Martins, o primeiro em sua primeira partida como titular, e Germán Cano, que se tornou o quarto maior artilheiro estrangeiro da história do clube. Manoel e Willian fizeram o nono e décimo gols, respectivamente. Uma noite histórica e amarga para o tricolor.

No domingo, no Maracanã, pelo Brasileiro, o Fluminense encara o Flamengo.

*Extra

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