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PREVIDÊNCIA: APESAR DE LOBBY DE BOLSONARO, COMISSÃO DERRUBA VANTAGENS PARA POLICIAIS

O presidente Jair Bolsonaro entrega ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o texto da PEC da nova Previdência Social - 20/02/2019 Foto: Marcos Corrêa / Presidência da República

BRASÍLIA - Pouco depois de aprovar o texto-base da reforma da Previdência por 36 votos a 13 , a Comissão Especial rejeitou nesta quinta-feira dois destaques ao texto principal que garantiriam regras mais vantajosas para policiais e outros profissionais da área de segurança pública. A decisão confirmou um acordo selado por parlamentares e o governo, que prevê que uma nova rodada de negociação será realizada durante a votação da proposta no plenário da Câmara, prevista para ser concluída semana que vem.

A maior expectativa era sobre o destaque 40, apresentado pelo PSD com base em uma emenda do deputado Hugo Leal (PSD-RJ). O texto previa idade mínima de aposentadoria de 55 anos para homens e 53 anos para mulheres para policiais federais, rodoviários, ferroviários, guardas municipais e outras categorias da área de segurança pública. O parecer aprovado mais cedo prevê idade mínima de 55 anos para homens e mulheres e não inclui todas essas categorias. Guardas municipais, por exemplo, não são contemplados. A emenda foi rejeitada por 30 votos a 19.

A votação foi acompanhada por dezenas de representantes de forças de segurança, que chegaram a iniciar um coro de “sim! sim! sim!”, assim que o painel para votação foi aberto. O presidente da Comissão, Marcelo Ramos (PL-AM), no entanto, pediu que o protesto fosse interrompido. Após o resultado, manifestantes protestaram com o grito “PSL traiu a polícia do Brasil”, em referência ao partido do presidente Jair Bolsonaro.

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