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FUMAÇA DE QUEIMADAS AMEAÇA A SAÚDE PÚBLICA, ALERTAM MÉDICOS

Crédito: reprodução/Aqua/Nasa Corredor de fumaça vinda da Amazônia é prejudicial à saúde
A densa camada de fumaça fruto das queimadas que atingem a região amazônica desde o fim de julho é uma ameaça à saúde pública, de acordo com médicos. A gigantesca massa acinzentada que percorre vários estados do Brasil chegou a ser captura pelos satélites da NASA.
De acordo com reportagem do site BBC News Brasil, em um único hospital que atende a todo o estado de Rondônia, 120 crianças foram atendidas com problemas respiratórios do dia 1 a 10 de agosto, e 380, de 11 a 20.

Problemas da fumaça

Carregada de elementos tóxicos, a fumaça contém partículas ultrafinas que ao serem inaladas percorrem todo o sistema respiratório e atingem os alvéolos pulmonares durante as trocas gasosas, chegando até a corrente sanguínea.
Um dos compostos prejudiciais é o monóxido de carbono (CO). Quando inalado, ele também atinge o sangue, onde se liga à hemoglobina, o que impede o transporte de oxigênio para células e tecidos do corpo.
“Isso tudo desencadeia um processo inflamatório sistêmico, com efeitos deletérios sobre o coração e o pulmão. Em alguns casos, pode até causar a morte”, explica o pneumologista Marcos Abdo Arbex, vice-coordenador da Comissão Científica de Doenças Ambientais e Ocupacionais da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), ao site BBC Brasil.
vegetação sendo queimadaCrédito: Frank Néry/ Governo de RondôniaInalar fumaça de queimadas florestais é prejudicial à saúde
Quem inala a fumaça pode ainda apresentar dor e ardência na garganta, tosse seca, cansaço, falta de ar e dores de cabeça e vermelhidão nos olhos.
De acordo com Daniel Pires de Carvalho, diretor-adjunto Hospital Infantil Cosme e Damião, esses sinais variam de pessoa para pessoa e dependem do tempo de contato com a fumaça.”No geral, ela afeta mais as vias respiratórias, agravando os quadros de doenças prévias, como rinite, asma, bronquite e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Os extremos de idade, ou seja, crianças e idosos, são os que mais sofrem, por serem mais sensíveis”, explicou à BBC News Brasil.

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