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AMAZONAS TEM SALDO POSITIVO DE EMPREGOS FORMAIS EM SETEMBRO

No País, o aumento do emprego formal foi o maior para o mês de setembro desde 2013 (Foto: EBC)

O Amazonas registrou saldo de 1.814 empregos com carteira assinada em setembro, puxado pela indústria, que respondeu por quase a metade do saldo positivo, com 12,1 mil admissões e 10,5 mil demissões. O crescimento foi abaixo de igual mês de 2018, quando o saldo atingiu 1.666 postos. No País, o aumento do emprego formal foi o maior para o mês desde 2013, com 157.213 vagas de saldo. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

A indústria de transformação obteve saldo de 803 vagas no mês, a maioria no segmento mecânico, com 323 postos, que inclui duas rodas e de material elétrico e de comunicações, como televisores e celulares, com saldo de 213 vagas. O setor de serviços foi o segundo maior empregador de setembro, com 547 postos, seguido pela construção civil, com saldo de 240 vagas. Já o comércio abriu apenas 71 vagas. No acumulado do ano até setembro, o Amazonas registrou saldo de 12.334 mil vagas formais.
Na série histórica do Caged, o maior saldo de vagas para o mês de setembro continua em 2009, quando foram criados 4.587 postos de trabalho formal e o mais baixo nível, em 2015, em plena crise, quando o Amazonas perdeu 1.610 vagas, com demissões acima das contratações.
Brasil
No País, o comportamento do mercado de trabalho registrou, em setembro, o melhor mês dos últimos seis anos, com 157.213 postos formais. A última vez em que a criação de empregos tinha superado esse nível foi em setembro de 2013, quando as admissões superaram as dispensas em 211.068. A criação de empregos totaliza 761.776 de janeiro a setembro, 6% a mais que no mesmo período do ano passado.
De acordo com os dados do Caged, todas as regiões apresentaram saldo positivo no mês passado. O Nordeste liderou a abertura de vagas, com 57.035 postos, seguido pelo Sudeste (56.833 vagas) e pelo Sul (23.870 vagas). O Centro-Oeste criou 10.073 postos, e o Norte abriu 9.352 vagas formais no mês passado.
Na divisão por Estados, todas as 27 Unidades da Federação geraram empregos no mês passado. As maiores variações positivas no saldo de emprego ocorreram em São Paulo (abertura de 36.156 postos), em Pernambuco (17.630), em Alagoas (16.529) e no Rio de Janeiro (13.957).
Atividades
Na divisão por ramos de atividade, sete dos oito setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. O campeão foi o setor de serviços, com a abertura de 64.533 postos, seguido pela indústria de transformação (42.179 postos). Em terceiro lugar, vem o comércio (26.918 postos).
O nível de emprego aumentou na construção civil (18.331 postos); na agropecuária (4.463 postos), no extrativismo mineral (745 postos) e na administração pública (492 postos). O único setor que demitiu mais do que contratou foram os serviços industriais de utilidade pública, categoria que engloba energia e saneamento, com o fechamento de 448 postos.
Tradicionalmente, a geração de emprego é alta em setembro, por causa da produção da indústria para o natal e do aquecimento do comércio e dos serviços para as festas de fim de ano. Na agropecuária, o início da safra de cana-de-açúcar é a principal responsável pela geração de empregos, principalmente no Nordeste.
Rais 2018
O estoque de empregos formais no Amazonas, no ano passado, cresceu 2,12% e superou a média nacional, de 0,76%, com 12.374 vagas.  O índice foi o quinto maior do País, atrás apenas do Maranhão, com 4,78%,  do Mato Grosso (4,20%),  do Amapá (3,68%) e do Rio Grande do Sul (2,23%).  Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgados nesta quinta-feira (17).
A remuneração média do trabalhador do Amazonas foi de R$ 2.943,42, um pequeno crescimento de 0,65%, abaixo da inflação anual período, quando comparado ao ano anterior. O valor ficou abaixo da média nacional, que atingiu R$ 3.060,88. A maior média salarial foi registrada no Distrito Federal, com R$ 5.513,42 e a mais baixa, no Ceará, com R$ 2.345,88.
No País, o estoque do emprego somou 46,6 milhões de postos de trabalho, 349,52 mil a mais do que em 2017, o que corresponde a um aumento de 0,8%. No ano passado, foram abertos na iniciativa privada 371.392 postos de trabalho com carteira assinada, 1,02% a mais do que em 2017.
O aumento no emprego foi maior na faixa de trabalhadores de 40 a 49 anos, com a abertura de 258 mil vagas. Em segundo lugar, vieram os empregados de mais de 50 anos (153 mil vagas), seguido pela faixa de 30 a 39 anos (83 mil vagas). A diferença entre homens e mulheres diminuiu levemente, com o emprego feminino subindo de 40% em 2017 para 40,1% dos postos de trabalho em 2018.
Em relação à escolaridade, o maior crescimento foi registrado entre os trabalhadores com ensino superior completo (458 mil vagas), seguido pelos que têm o ensino médio (373 mil) e o superior incompleto (69 mil). Nos demais níveis de educação, houve fechamento de vagas.


*Fonte: D24

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