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FESTAS DE FIM DE ANO EXIGEM NOVOS CUIDADOS


Infectologista, Dr. João Hugo (Foto: Divulgação)

Pandemia: Aglomerações em jantares em família e encontros com amigos pedem cuidados para evitar infecções

O ano de 2020 está se encerrando com a ameaça de uma nova onda da Covid 19, mesmo com o lançamento da vacina em quase todo o mundo, muitos casos da doença continuam surgindo. No Brasil, em especial no Amazonas, houve, recentemente, um crescimento no número de pessoas infectadas pelo novo coronavirus, o que para algumas autoridades de saúde, se deu pela flexibilização do comércio e de outros segmentos que proporcionaram aglomerações.

Para o infectologista João Hugo, o relaxamento do isolamento social e considerando nesta época do ano os encontros familiares e confraternizações, pode haver o aumento de pessoas infectadas, pois o vírus continua circulando.
Quem já contraiu a doença desenvolveu anticorpos, diferente da imunidade, explica o especialista que considera muito cedo para afirmar que exista a possibilidade de estar livre de uma nova infecção ou até mesmo estar imune, pois os anticorpos têm uma duração de seis meses, sobre a reinfecção, pode ocorrer, porém com breves sintomas.

Recentemente a conceituada revista Nature publicou um artigo sobre as pessoas propensas a contrair a doença e desenvolver sintomas mais graves, o estudo mostrou que isso ocorre por conta da base genética, que confere uma resposta imunológica mais intensa, agressiva e que proporciona que a pessoa desenvolva um estado mais grave, explica o infectologista. Sobre as vacinas anunciadas recentemente, João Hugo reforça que elas têm apresentado uma eficácia na sua aplicação, porém, trata-se de uma eficácia de curto tempo.

O novo coronavirus trouxe, na opinião do médico, uma lição além da sua letalidade, hábitos de higiene que em alguns países são desprezados, como o simples fato de lavar bem as mãos ou evitar contatos, devem a partir dessa nova era, serem intensificados. Uma nova mudança cultural surgiu e deve ser mantida, pessoas que estiverem com algum resfriado, devem usar mascaras para não transmitir o virus, evitar por um determinado período aglomerações e ficar o maior tempo possível dentro de casa, aconselha João Hugo.

Seguindo essas ações, podemos evitar o tão temido lockdown, o fechamento das atividades por um período estipulado pelas autoridades, que na opinião do medico infectologista, diminui a transmissão do vírus, mas não resolve o problema, numa medida emergencial evita apenas num curto período de tempo, a proliferação do coronavirus.

D24*

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