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EM NOTA, COMISSÃO DE BIOSSEGURANÇA DA UFAM DIZ SER CONTRA O RETORNO DAS AULAS

Foto: Caio Guarlotte / Portal do Holanda

A decisão de tornar obrigatória a apresentação do “passaporte vacinal” no retorno das aulas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) não é suficiente para eliminar a propagação do vírus.

“Problemas de infraestrutura da unidade acadêmica não foram resolvidos e inviabilizam qualquer retorno seguro às atividades presenciais”, diz a nota à comunidade do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (IFCHS), sobre o retorno às atividades presenciais de técnicos administrativos, docentes e discentes, marcada para hoje (10), da Comissão Local de Biossegurança do Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais (Clbio-IFCHS).

A CLBio-IFCHS é formada Comissão formada pelos professores Heloísa Helena Corrêa, Marcelo Seráfico, Lino João Oliveira Neves, Jairo Ferraz, Rafael Ali e pelo aluno Mateus Rodrigues.

Cada unidade da Ufam tem uma comissão, vinculada à Comissão de Biossegurança, criada para orientar a comunidade acadêmica a respeito das ações de prevenção à pandemia de Covid-19.

Na nota, eles chamam a atenção tanto da direção do Instituto, quanto da Reitoria, para “problemas tão antigos quanto novos que com a pandemia se tornaram mais graves, como a carência de espaço físico de salas de aula para abrigar alunos, professores e técnico-administrativos, de acordo com os parâmetros de biossegurança, a insatisfatória manutenção de aparelhos condicionadores de ar, da limpeza das salas administrativas e nas quais os professores realizam suas atividades”.

Outro ponto destacado pela nota é a carência de informações que permitam planejar atividades híbridas de modo seguro (quantas pessoas poderão compartilhar os vários espaços - bibliotecas, salas de aula, laboratórios, salas de departamento, sanitários etc. - do Instituto ao mesmo tempo, como controlar esse fluxo e como monitorar oferecer meios de higienização adequados e suficientes para todos);

A carência de equipamentos de telecomunicação nas salas de aula que favoreçam o planejamento e a execução de atividades presenciais e remotas, simultaneamente, também é um problema apontado pela comissão para não concordar com o retorno das atividades.

De acordo com a nota, considerando as condições de infraestrutura específicas do IFCHS, o recrudescimento da pandemia com a variante Ômicron, bem como a decisão dos governos estadual (Decreto nº 45.103, de 07 de janeiro de 2022) e municipal de (07 de janeiro de 2022) de cancelar a realização de eventos com mais de 200 pessoas e relativos ao período carnavalesco, “parece imperativo manter a precaução como princípio norteador de toda e qualquer decisão relativa, especificamente, à realização de atividades em regime híbrido e presencial”.

Por conta desse conjunto de fatores estruturais e conjunturais, os integrantes da comissão afirmam que atividades presenciais, híbridas ou remotas, as atividades administrativas, de ensino, de pesquisa e extensão do IFCHS devem ser exercidas em condições seguras, isto é, suficientes para evitar o avanço da contaminação e do risco de adoecimento dos cidadãos e cidadãs que participam da vida acadêmica e administrativa da unidade de ensino.



*PORTAL DO HOLANDA 

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