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‘AMOR SEM LIMITES, DÍVIDA E MORTE’: INVESTIGAÇÕES SOBRE O ASSASSINATO DA SERVIDORA DO TRT-AM TOMAM NOVO RUMO

Foto: Reprodução

Manaus – Seis dias após o brutal assassinato da servidora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Silvanilde Ferreira Veiga, de 58 anos, o caso segue sendo investigado minuciosamente e cercado de mistérios. Agora, os investigadores querem descobrir se a servidora tinha algum relacionamento amoroso e como era o ciclo social dela. 

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), segue agora com o objetivo de desvendar a vida pessoal de Silvaneide. Ela tinha namorado? Quem eram os amigos? Como era o dia a dia dela? Ela tinha inimigos? São perguntas fundamentais, que irão dar um novo norte às investigações.

Segundo Ricardo Cunha, delegado titular da DEHS, a equipe de investigação já ouviu diversas pessoas do ciclo, mas que agora querem chegar no íntimo da vida pregressa da vítima, para ter até mesmo uma terceira via de suspeitos.

”Estamos fazendo um panorama da vítima para investigarmos quem vai prestar mais depoimentos para nossa delegacia”, revelou o delegado.

O delegado revelou ainda que os depoimentos mais longos foram os da filha, Stephanie Veiga, que encontrou a mãe morta no apartamento, e do genro, Igor Gabriel Melo e Silva. Ambos duraram cerca de cinco horas e foram de extrema importância para o andamento da resolução do caso, visto que os dois eram os mais próximos da vítima.

“Como ali os mais próximos são a filha e o genro, isso demandou muita atenção da nossa parte. Para você ter uma ideia, o depoimento do genro demorou mais de cinco horas, assim como o da Stephanie. Agora você imagina como a equipe fica esgotada para ainda ter disposição para ouvir mais outra pessoa”, conta Ricardo Cunha.

O titular ainda dá detalhes sobre o relacionamento entre a mãe e filha, que tem sido muito questionado nas redes sociais por internautas que criticaram a frieza de Stephanie ao dar entrevista sobre a morte da própria mãe.

“Stephanie vivia tanto com o namorado quanto com a mãe. Ela tinha ali uma dependência da mãe muito grande. Era aquela mãe que resolvia todos os problemas do filho. Apesar da filha já estar na fase adulta, a mãe tinha ela sob as suas asas”, contou o o delegado.

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O caso do assassinato da servidora ganhou repercussão nacional e apesar das investigações ainda estarem no início, as linhas já começam a indicar que a filha da vítima, Stephanie e o namorado, teriam supostamente participação no crime.

Nos bastidores da Polícia Civil, já se aponta o casal como os principais suspeitos pelo crime. A desconfiança é fortalecida por amigos e colegas de trabalho de Silvanilde, que devem ser ouvidos pela PC-AM.

Fontes afirmam que Stephanie possui um “temperamento forte”, e que eram constantes as brigas com a mãe. Filha única, a nutricionista sempre teve o que queria e ostentava uma vida de luxo, com viagens e outras regalias, tudo bancado por Silvanilde.

Além disso, a servidora do TRT-AM teria realizado, a pedido da filha, um empréstimo no valor de R$ 300 mil para o genro, Igor Gabriel. O valor teria sido utilizado para quitar dívidas da empresa dele em consequência da pandemia de Covid-19.

O empréstimo de alto valor acabou comprometendo a renda de Silvanilde, uma vez que Igor Gabriel não estaria honrando com o pagamento das parcelas. A diretora da 15ª Vara do Trabalho estaria cobrando a filha e o genro, o que causava discussões acaloradas entre o trio.

A suposição é de que a filha e o genro, teriam encomendado a morte de Silvanilde para se livrar das cobranças.


*CM7

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