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CHINA REGISTRA PRIMEIRA MORTE POR COVID-19 DESDE MAIO

 

População está irritada com medidas adotadas para conter a Covid-19 na China 
 REUTERS/THOMAS PETER

A China anunciou neste domingo (20) a primeira morte por Covid-19 desde maio. A vítima é um homem de 87 anos que morava em Pequim, onde o aumento de casos provocou o fechamento progressivo de estabelecimentos comerciais.

A Comissão Nacional de Saúde anunciou mais de 24.000 novos casos positivos locais em 24 horas no país, a grande maioria assintomáticos.

A grande província manufatureira de Guangdong (sul), onde ficam as metrópoles de Guangzhou e Shenzhen, é a mais afetada.

Pequim registrou 621 novos casos. Parte da população está em confinamento em suas casas e muitas pessoas foram enviadas para centros de quarentena.

Mas, ao contrário dos surtos anteriores, as autoridades parecem querer evitar no momento a imposição de restrições generalizadas a uma população cada vez mais irritada com as medidas antiCovid.

Grandes centros comerciais de Pequim anunciaram o fechamento neste domingo. Outros reduziram o horário de funcionamento e alguns restaurantes adotaram restrições - muitos não recebem clientes, mas as entregas ainda são permitidas.

O homem que faleceu na capital do país apresentava um quadro de Covid leve, mas o quadro piorou com uma infecção bacteriana, segundo o canal de televisão público CCTV.

Esta é a primeira morte oficial por Covid no país desde o fim de maio.

Muitos edifícios comerciais do distrito Chaoyang, que abriga empresas e embaixadas, pediram aos funcionários que retomassem o teletrabalho.

Algumas escolas retomaram o ensino à distância. Parques, áreas esportivas e academias também fecharam as portas.

As autoridades pediram no sábado aos moradores que evitassem deslocamentos "não essenciais" entre os distintos distritos de Pequim para conter a propagação do vírus.

A metrópole de Guangzhou, que anunciou mais de 8.000 novos casos positivos, iniciou neste domingo testes em larga escala no distrito central de Haizhu, onde moram quase 1,8 milhão de pessoas.

A China anunciou em 11 de novembro uma flexibilização da estratégia de 'Covid zero', com medidas como a redução das quarentenas, em particular para as pessoas que chegam do exterior.

Mas o retorno à normalidade permanece distante, com vários confinamentos, quarentenas e testes em larga escala.


Fonte: R7

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