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FÁTIMA BERNARDES CHORA EM RETORNO AO ENCONTRO: "SENSAÇÃO DE REESTREIA"


REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Com muito carisma e um clima intenso de receptividade, Fátima Bernardes está de volta ao comando do Encontro, na TV Globo. A jornalista, de 58 anos, retornou ao programa nesta segunda-feira (4/1), depois de ficar um mês fora da atração para tratar um câncer de útero do tipo endométrico.

No início do Encontro, a veterana agradeceu à Patrícia Poeta, que esteve na apresentação em sua audiência. Ao lado do parceiro de palco, André Curvello, ela falou sobre os sentimentos de estar de volta ao ar.

“Sensação de reestreia. Não tem nem um mês que fiz a cirurgia. Eu lembro muito da sensação do programa do dia 2 de dezembro, eu sabia que ia precisar voltar ao médico porque algo não havia dado certo”, falou Fátima.

A jornalista contou no ar que tirou os pontos da cirurgia na antevéspera do Natal. “O médico disse que eu poderia voltar ao trabalho quando estivesse me sentindo segura e firme”, disse, ao revelar que avisou os especialistas sobre a retomada somente na noite desse domingo (3/1).

Identificação

“Nós ouvimos muitas histórias da plateia sobre recomeço e de pessoas que venceram o câncer. Eu sempre imaginava como era receber essa notícia, e é realmente um soco. A gente não sabe exatamente onde vai cair. Você pensa, ‘como é que vou me levantar?’”, enfatizou ao comparar seu caso à de semelhantes que foram discutidos no Encontro anteriormente.

O diagnóstico da doença veio após uma série de exames de rotina, no início de dezembro. “Eu sempre me cuido, mas não tive nenhum sinal, nenhum sintoma ao não ser o espessamento do meu endométrio que minha médica quis investigar”, lembrou.

“Da notícia até a cirurgia foram quatro dias, graças a Deus eu tenho condições de fazer os procedimentos. É tão duro saber que algumas pessoas estão lutando pelo direito de serem tratadas. Me sinto ainda tentando me recuperar do soco, sem entender muito bem. Graças a Deus deu tudo certo, o resultado foi o melhor possível”, disse.

Para Fátima a “lição”, como ela se considera uma pessoa já cuidadosa com a saúde, talvez tenha sido sobre desacelerar. “Fico me cobrando sobre o que eu mudei. Sempre fui medrosa, sempre cuidei muito da minha saúde. Sempre tive muita certeza de que a vida é muito frágil e rápida. Parar, contemplar, também é uma forma de viver. Na marra eu tive que aprender a ficar quieta”, falou.

Apoio da família

Durante o período de afastamento, Fátima contou com o apoio familiar e do namorado, Túlio Gadêlha, durante todas as etapas desde o diagnóstico da doença.

“Essa minha enfermagem foi de luxo. Minhas filhas estavam aqui, e para o meu filho pode ter sido um pouco mais difícil pois ele estava fora. Tulio esteve comigo desde o início, inclusive a consulta do dia 2. Foi uma benção ter essas pessoas ali o tempo todo. Faz muita diferença”, reconheceu.

Medo da Covid-19

Durante o período em que precisou se manter afastada devido ao tratamento do câncer, Fátima precisou lidar com o medo do coronavírus. A jornalista compartilhou a perda de uma pessoa próxima e falou sobre o quanto ficou abalada ao pensar no vírus que causou tantas mortes.

“Estou mais chorona. Eu não ia falar nisso não, mas como já estou emocionada. Eu senti muito medo da Covid. Olhar a quantidade de pessoas que estavam morrendo, as pessoas que estão com câncer e tem medo de ir ao hospital e adiam exames”, pontuou.

Ela contou que perdeu uma pessoa com quem trabalhou por mais de 30 anos, disse que a mulher tomava todos os cuidados para prevenir a doença, mas infelizmente faleceu após complicações causadas pela Covid-19.

“Uma pessoa que está bem, convive com você há 30 anos, superou um câncer há sete anos, mas estava bem, e então ela morre. Essas perdas, assim como ela, quantas famílias não estão tendo a chance de estar sorrindo hoje. Isso me angustiou muito. Ver quantas pessoas estão sofrendo”, desabafou.

“Muitas pessoas não vão ter a chance de recomeçar, a chance que eu tive. Penso que não tenho nem o direito de chorar, não tenho vocação para a tristeza”, destacou.

Próximos passos

Fátima ainda não pode praticar atividades físicas, dirigir ou carregar peso. “Nenhuma atividade, dança, natação ou bicicleta, nada. Praia também não pode, nem piscina”, descreveu. Ela acrescentou que não tem restrição alimentar.

Como não houve nenhuma indicação de quimioterapia ou de radioterapia, é preciso manter o acompanhamento médico de perto. “Amanhã talvez seja minha primeira consulta, e vou aguardar a liberação para retomar as atividades físicas”, finalizou.

Metrópoles*

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